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60% dos pacientes no Hospital Regional da Unimed que usaram o Elmo não precisaram ser intubados

07/05/2021 - 18h05

Somente no Hospital Regional da Unimed, o Elmo foi utilizado em 1018 pessoas, até hoje (4/5). Dessas 1018, 612 não foram intubadas devido ao uso do equipamento, ou seja, cerca de 60% dos pacientes com Covid-19 que usaram o Elmo apresentaram melhora no quadro respiratório e não precisaram ser intubados. Esse marco de mais de 1000 beneficiados pelo capacete foi comemorado pela direção da Unimed Fortaleza, no Hospital Regional da Unimed, com a presença do Diretor Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), Paulo André Holanda, que representou o Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante; e do superintendente da Escola de Saúde Pública e idealizador do Elmo, Marcelo Alcantara.

O Elmo é um mecanismo de respiração artificial não invasiva, por meio de uma cápsula de PVC e silicone com conexões, e com a grande vantagem do baixo custo, e ainda de poder ser desinfectado e reutilizado. Paulo André Holanda contou como começou o projeto Elmo, em abril de 2020. Todo o desenvolvimento, protótipos, testes de usabilidade, testes clínicos e primeiros treinamentos do Elmo foram feitos no Instituto SENAI de Tecnologia (IST) e no SENAI Jacarecanga.

“Na nossa trajetória tivemos parceiros muito importantes. Desenvolver e aprovar um equipamento hospitalar em 6, 7 meses é um feito imenso. Agradeço ao Presidente Ricardo Cavalcante, aos parceiros e à Unimed por terem acreditado nesse projeto do Elmo”, destacou Paulo André Holanda.

O Presidente da Unimed Fortaleza, Elias Bezerra Leite, agradeceu aos idealizadores do Elmo. “Temos muito a agradecer a vocês que desenvolveram esse equipamento com a alma. No começo, estávamos com toda essa dificuldade com respiradores, com compras, e o Elmo fez a diferença e continua fazendo”, disse. A reunião aconteceu numa das alas vazias do Hospital de Campanha instalado ao lado do Hospital Regional da Unimed. “É simbólico que estejamos fazendo isso aqui”, concluiu Elias Leite.

A reunião online que deu o pontapé inicial do projeto Elmo aconteceu em 7/4/20, conforme contou o superintendente da Escola de Saúde Pública do Ceará e idealizador do Elmo, Marcelo Alcantara. Pensado para minimizar os problemas causados pela contaminação dos profissionais de saúde, falta de ventiladores pulmonares e entubações, o Elmo foi inspirado em modelos de capacetes italiano e estadunidense. “A partir da literatura e de toda a ciência por trás do que já havia sido produzido de semelhante, montamos o primeiro protótipo. Todas as instituições parceiras contribuíram para que o Elmo se tornasse verdadeiramente uma inovação. Foi na Unimed que a semente que plantamos, assim como em vários outros hospitais, floresceu mais forte e com mais impacto”, ressaltou. Marcelo Alcantara concluiu informando que uma carta sobre o Elmo foi enviada ao Ministério da Saúde, que ainda não respondeu.

Participaram ainda da cerimônia o Diretor dos recursos próprios da Unimed Fortaleza, Flávio Ibiapina; a Superintendente de recursos hospitalares da Unimed Fortaleza, Fernanda Colares; e a Coordenadora de fisioterapia do Hospital Regional da Unimed, Débora Arnaud.

Uso do Elmo
Para iniciar a Elmoterapia, o paciente precisa se enquadrar em um diagnóstico de insuficiência respiratória e obedecer aos critérios de indicação. Além disso, é importante observar as limitações e respostas dos pacientes, pois alguns têm dificuldade de se adaptar ao equipamento. “A grande maioria de nossa população de estudo é ansiosa e claustrofóbica. O Elmo, nos primeiros 15 minutos, pode ser angustiante. Porém, passado este momento, a terapia flui de uma forma bem mais aceitável e já é possível observar uma melhora na oxigenação do paciente. Compete a nós também, enquanto profissionais de saúde, encontrar meios de otimizar essa terapia que vem salvando vidas, seja por meio da oferta de um fone de ouvido sem fio para ouvir uma música relaxante, um aperto de mãos ou a simples presença física ao lado do paciente”, relata a coordenadora do serviço de Fisioterapia do Hospital Unimed, Débora Arnaud.

O uso do equipamento é baseado em um protocolo que respeita os critérios de indicação, bem como a clínica do paciente e tem como um dos objetivos reverter a hipoxemia, um dos efeitos da Covid-19. A terapia também reduz o trabalho dos músculos respiratórios evitando que os mesmos fadiguem, contribuindo assim para que não ocorra uma possível intubação. “É necessário fazer um exame chamado gasometria arterial de 30 minutos a 1 hora antes de iniciar o uso do capacete e, após 1 a 2 horas em uso do Elmo, o paciente precisa repetir esta gasometria. Com a análise desse exame é possível avaliar a eficácia da terapia. Todo o processo é conduzido com muita vigilância, monitorização beira leito e acompanhamento de uma equipe de saúde interdisciplinar treinada para o uso do dispositivo”, conclui Débora Arnaud.

O Hospital da Unimed foi a primeira unidade privada do Ceará a utilizar o capacete Elmo para tratamento de pacientes com insuficiência respiratória, como os diagnosticados com Covid-19. Inicialmente, a unidade recebeu 40 capacetes disponibilizados por meio de parceria com a FIEC. Ao longo dos últimos cinco meses, a Unimed Fortaleza adquiriu 264 equipamentos.

Vantagens do Equipamento
O capacete Elmo oferece uma pressão positiva contínua nas vias aéreas oferecendo uma quantidade de oxigênio em níveis elevados, o que contribui para a melhora do quadro respiratório dos pacientes. Além do benefício principal no tratamento da Covid-19, existem também vantagens no que diz respeito ao custo e ao manuseio do dispositivo. Podendo ser utilizado fora de leitos de UTI, o capacete pode ser desinfectado e reutilizado, seu custo é bem menor em comparação aos respiradores mecânicos e mais seguro para os profissionais de saúde que o manuseiam, uma vez que, como o capacete é vedado, o vírus não se propaga.

O equipamento, além de ser utilizado no tratamento de pacientes com Covid-19, também pode ser utilizado em outras doenças do trato respiratório como gripe H1N1, pneumonia, edema de pulmão por insuficiência cardíaca e outros quadros clínicos. Além disso, o capacete pode ser usado também pós extubação, por pacientes em cuidados paliativos com o um objetivo de ofertar conforto para eles, pois a intubação não é indicada, em casos de pacientes que se encontram dependentes de oxigênio e precisam intensificar a reabilitação motora e como uma forma também de proporcionar uma independência aos pacientes que ainda se encontram restritos ao leito, na realização de atividades diárias como o banho, por exemplo, ofertando a eles uma autonomia, que traz benefícios físicos e psicológicos.

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